.luz no invisível

Eles vivem em total exposição à nudez das ruas. Ao mesmo tempo, estão camuflados pelo grafismo, pelas texturas e cores da cidade caótica. Invisíveis socialmente, vivem à margem de todo o sistema, em uma realidade própria, por conta e risco. Nem por isso escapam ao olhar de quem passa por eles cotidianamente, a caminho do trabalho.
Esses brasileiros que fazem do passeio público a sua casa, abrindo mão do lenço e do documento, desviaram-se das regras e dos rituais de um sistema que nos engole quando parece abraçar. Quem vive mais dignamente, aqueles que obedecem sem questionamento a um sistema injusto, ou quem, a seu modo, nega tudo o que está aí?

Texto de Amália Safatle para apresentar o ensaio Luz no invisível, publicado na seção Retrato, edição 71, da revista brasileira Página22.

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